Resenha: Ligações, da Rainbow Rowell

Hi Hunters!

Hoje venho trazer a resenha do livro Ligações, da incrível Rainbow Rowell, lançado aqui no Brasil pela editora Novo Século. Para quem ainda não leu nenhum livro da Rainbow, super indicamos Fangirl, Eleanor e Park e Anexos. A autora tem uma escrita simples e de fácil entendimento. Sem falar que ela sabe pra qual público está escrevendo e se comunica de igual para igual. Todos os livros dela são apaixonantes de um modo particular.
Fangirl é aquele romance mais adolescente, Eleanor e Park, apesar de ser um romance adolescente, aborda uma temática totalmente diferente. Já em Anexos temos um romance um pouco mais adulto, mas não em termos de cenas, mas digo na idade dos personagens. E em Ligações já temos um casal mais velho, na casa dos 40 anos, mas igualmente apaixonante.

Sinopse: Georgie McCool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura.
Talvez sempre esteve em segundo plano.
Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças.
Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo.
Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer…
Será que é isso mesmo o que ela deve fazer?
Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?

Bom, vamos ao que interessa…

Georgie sempre gostou de assistir a programas de comédia. E ela sonhava em ser a responsável pelas risadas do público. Não, ela não queria ser atriz. O sonho dela era trabalhar nos bastidores, escrever roteiros, produzir comédias. Quando entrou na faculdade e começou a trabalhar no jornal/revista da faculdade fez amizade com Seth, que partilhava do mesmo sonho de Georgie e tornou-se seu melhor amigo.

Também foi lá onde conheceu Neal. Neal era o cara que fazia os quadrinhos do final jornal/revista da faculdade. Ele cursava oceanografia (mesmo NÃO gostando do oceano) e não é uma das pessoas mais sociáveis do mundo, quase nunca sorria, não gostava que lhe façam perguntas e, no geral, odeia tudo. Menos Georgie. E ele a amava de um jeito que não dá pra explicar.

Após alguns anos de namoro e um rompimento (ou quase) na semana do natal de 1988, Neal pediu Georgie em casamento. Mas após 15 anos de casados e duas filhas, o casamento já não era mais o mesmo. O trabalho de Georgie a consumia enquanto Neal era o responsável pela casa e pelas crianças.

A história acontece em dezembro de 2013, quando a família ia viajar para passar o natal na casa da mãe de Neal, mas teve que mudar parte dos planos devido ao contrato da vida de Georgie. O contrato que seria capaz de alavancar sua carreira e conseguir bons índices na tv. Porém, para isso era preciso que Geroge, junto a Seth e outro colega de trabalho (que juro que tô tentando lembrar o nome), entregasse 4 roteiros prontos para o produtor do programa. E seria necessário que ela não viajasse com a família, pois a data de entrega era logo após o natal.

Chateado por Georgie ter escolhido o trabalho ao invés da família, Neal viaja com as filhas para a casa da mãe. Tendo que ficar sozinha em casa, Georgie opta por ficar na casa da mãe enquanto o marido e as filhas estiverem fora.

A mágica do livro começa a acontecer na casa da mãe de Goergie. No seu antigo quarto. Com seu antigo telefone amarelo de disco que comprou quando estava na faculdade.

Georgie tinha um iPhone que só funcionava quando plugado ao carregador. E adivinha? Ela estava sem celular na casa da mãe. A todo momento ela tentava falar com Neal. Precisava ouvir a voz dele. Precisava saber que ele ainda a amava e que não queria se divorciar. Contudo, além de nem sempre poder fazer ligações do seu celular, sempre que ligava para o celular de Neal ele não estava com o telefone. Sua opção foi recorrer ao telefone fixo e ligar para o fixo da mãe do marido.

E agora acontece a mágica!

O Neal que conversava com ela no telefone fixo era o Neal de 1988, quando eles romperam logo antes que ele a pedisse em casamento. Será que essa era a chance que Georgie precisava para retomar seu casamento? Ou será que ela devia usar esse portal do tempo para evitar que eles casassem? Mas se ele não casassem não haveriam Alice e Noomi. Como Georgie sobreviveria sem as filhas?

Eu tô louca pra dar spoliers, mas vou tentar me segurar.

Com personagens bem desenvolvidos, o livro prende o leitor fazendo com que ele fique curioso pra saber o que Georgie e Neal conversarão através desse telefone. Será que isso realmente aconteceu? Se tem uma coisa que Georgie se lembra daquela semana em que pensou que as coisas entre ela e Neal tinham terminado, é que passou todos os dias no quarto chorando e sem falar com ele. Mas será que eles realmente não se falaram? Será que o Neal de 1988 conversou com a Georgie de 2013? O que foi que fez Neal voltar da casa dos pais na manhã de natal e pedir Georgie em casamento?

O livro tem um fechamento que não deixa dúvidas sobre nenhumas das ações descritas. A única coisa que senti falta ao final da leitura foi saber sobre o futuro profissional de Georgie, mas tenho certeza de que a Rainbow teria escrito exatamente o que eu imaginei.

Espero que vocês leiam (logo) esse livro e deixem as opiniões nos comentários.

Ah, e conta pra gente: se você tivesse um telefone que te permitisse ligar para alguém do passado, para quem você ligaria e o que diria?

Beijos e até a próxima resenha!

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2 comentários sobre “Resenha: Ligações, da Rainbow Rowell

  1. Susana Daltio disse:

    Biaaaaa, segura seus spoilers aí. Kkkkkkkkkkkk!
    Gostei muito da ideia desse livro, ele já tá na minha lista!
    Quanto ao telefonema a alguém do passado… Nossa, não estou tão velha assim, ok?! Não tem ninguém tãããão do passado pra eu ligar, kkkkkkkkkk! Talvez uma ou duas amigas de infância que não vejo mais, só pra matar a saudade dos papos inocentes e brincadeiras de criança.
    =**

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